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sábado, 14 de abril de 2012

Este fim de semana vou por aqui.




... entre uma jogatana daqui a pouco com a malta, deguida dum jantar a ver o Gil tirar a última hipótese do Benfas ganhar alguma coisa este ano e depois talvez uma saltada à catedral. A ver se cumpro. hasta

segunda-feira, 19 de março de 2012

Foi bom.

"Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem destrói o seu amor próprio,quem não se deixa ajudar.Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajecto, quem não muda as marcas no supermercado, não arrisca vestir uma cor nova, não conversa com quem não conhece.Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o "preto no branco" e os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da Chuva Incessante, desistindo de um projecto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o simples acto de respirar.Estejamos vivos, então!"
(Pablo Neruda)

Este fim de semana  foi muito para isto. Limpar a história, sentir serenidade e, sobretudo, estar comigo. Foi bom.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Road trip

Viajar de carro para lugares distantes é uma experiência interessante. Essa ideia de ver a estrada ser comida pelos pneus do carro dá-me uma sensação de conquista agradável. Vencer a estrada, deslocar-me no espaco. O que antes era longe e inacessivel é agora perto, à distância de um braço.
Pode ser viciante, pode nao me apetecer parar. Felizmente o corpo é sabio e as dores de costas avisam-me que já chega. Felizmente o dinheiro é finito e obriga-me a voltar, porque se pudesse ir... para sempre, podia pensar que a minha liberdade estava em ir. E voltar a casa? Nao será tambem liberdade? E os que nunca vão? Serão prisioneiros do próprio destino ou conseguirão eles criar no seu coração, no jardim da sua casa e nos olhos do seu amor essa viajem, esse deslocamento no espaço?
"A verdade é uma terra sem caminhos." dizia Krishnamurti, entao como fazemos para chegar até ela?